Ricardo Schweitzer Logo

RS Dividendos

Eu investi no setor mais chato da bolsa. Ganhei mais do que quem comprou bitcoin.

Copasa +242,8%. Bitcoin +176,5%. Desde junho de 2023. Um deles você consegue explicar no churrasco. O outro, seu sobrinho também não.

242,8%
Copasa
176,5%
Bitcoin

Você não teria comprado bitcoin em junho de 2023.

Não por falta de coragem. Por falta de argumento. Como se convence alguém que gosta de entender o que está comprando a colocar dinheiro num ativo sem balanço, sem concessão, sem fluxo de caixa verificável e sem endereço físico? Qual é a tese? Que vai valer mais porque mais gente vai querer? Isso tem outro nome.

No dia 15 de junho de 2023, publiquei uma recomendação de compra no RS Dividendos.

O ativo era Copasa. Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Fundada em 1963. Faz a mesma coisa há seis décadas: trata água e esgoto no interior de Minas Gerais, cobra por isso e distribui o lucro entre os acionistas. A tese era verificável: concessão de longo prazo, geração de caixa previsível, política de dividendos recém-ampliada de 25% para 50% do lucro, valuation a 7 vezes os lucros, processo de privatização ainda não precificado pelo mercado.

Cano enterrado. Estatal mineira. Tediosa demais para aparecer em podcast.

Preço de entrada: R$ 20,42. Considerando o reinvestimento de todos os dividendos recebidos desde então, o custo efetivo da posição caiu para R$ 15,19. Preço atual: R$ 52,07.

+242,8%

No mesmo período, bitcoin saiu de US$ 25.576 para US$ 70.708.

+176,5%

A empresa de água e esgoto ganhou do bitcoin. Por 66 pontos percentuais. Enquanto quem tinha bitcoin torcia para o número subir sem receber nada pelo caminho, a Copasa foi pagando dividendos que reduziram o custo de entrada e amplificaram o retorno final.

A carteira tem hoje doze outros ativos com a mesma lógica. E a metodologia que encontrou a Copasa em junho de 2023 está ativa, funcionando e produzindo as mesmas análises toda sexta-feira.

O que isso revela

Há uma crença amplamente compartilhada sobre investimento em dividendos: que é estratégia conservadora, de retorno modesto, para quem já tem o suficiente e não quer arriscar.

Essa leitura está estruturalmente errada.

O dividendo não é o produto. O dividendo é a evidência de que o negócio é bom; e negócios bons, comprados a preço razoável, constroem patrimônio ao longo do tempo além de pagar pelo caminho. O reinvestimento dos dividendos da Copasa reduziu o custo efetivo de R$ 20,42 para R$ 15,19. A empresa foi literalmente pagando para você continuar dono dela — e cada pagamento amplificou o retorno final. Isso não é magia; é aritmética.

O que o RS Dividendos entrega não é uma lista de ações para comprar. É a possibilidade de ser o tipo de investidor que entende o que está fazendo — que toma decisões com convicção enquanto os outros improvisam, que não precisa torcer para o número subir porque sabe o que há por trás dele, que constrói patrimônio com a mesma competência que aplica na própria área de atuação.

Os retornos acumulados desde as recomendações iniciais: +193,2% em TIM; +160,6% em BB Seguridade; +136,0% em Banco do Brasil; +134,0% em Banrisul; +125,1% em Telefônica/Vivo; +120,4% em Itaúsa. Nenhuma ação da carteira tem retorno negativo desde a recomendação inicial. Nenhuma.

Telefônica. Banco do Brasil. Banrisul. TIM. Não são empresas que aparecem em podcast de investimento. Entregaram retornos que a maioria dos especuladores de ativos empolgantes inveja.

Carteira atual — retornos acumulados desde a entrada

CSMG3Copasa+242,8%
TIMS3TIM+193,2%
BBSE3BB Seguridade+160,6%
BBAS3Banco do Brasil+136,0%
BRSR6Banrisul+134,0%
VIVT3Telefônica/Vivo+125,1%
ITSA4Itaúsa+120,4%

Nenhuma ação com retorno negativo. Nenhuma.

Por que quase ninguém descobre isso

O mercado financeiro brasileiro produz análise em escala industrial e opinião em escala artesanal.

Quando um resultado trimestral sai, vinte analistas de banco publicam nota no mesmo dia. Os preços-alvo variam entre si por margens que sugerem diferença de método; frequentemente refletem diferença de arredondamento. A linguagem é intercambiável. As conclusões são, em geral, compatíveis com o que o consenso já esperava — o que é uma forma elegante de dizer que não acrescentam nada.

Isso não é falha de execução. É o produto esperado de uma estrutura em que o analista responde ao banco, o banco responde ao cliente institucional e o investidor pessoa física aparece em algum lugar depois da vírgula.

O resultado prático: o investidor que lê mais análise frequentemente sabe menos o que fazer do que antes de começar.

A ação anda de lado por dois meses? Aparecem dez razões para vender. O cenário macro piora? Todo mundo migra para o que parece mais seguro. Sem alguém explicando o que mudou e o que não mudou, o investidor vende na hora errada.

Foi o que aconteceu com a Copasa entre 2023 e 2025. O processo de privatização travou várias vezes na Assembleia Legislativa. Em alguns meses o papel ficou parado. Quem não tinha contexto saiu. Em 17 de dezembro de 2025, a ALMG aprovou por 53 votos a 19. Os que saíram cedo não voltaram a tempo.

O que dizem os assinantes

“Entrei na posição de CSMG por recomendação da carteira RS dividendos em 2023, com preço de R$16,72 por ação. Fui realizando aportes até fevereiro de 2025, que estava R$ 22,95. Hoje a ação bateu R$ 55,00, já acumulei 219,66% (com dividendos) de retorno só com essa empresa. A assinatura da carteira RS dividendos saiu de graça comparado com o retorno. Muito bom investimento com relatórios claros, embasados e independentes.”

Pedro R.

“Sou assinante do relatório de dividendos e houve a recomendação por parte do Ricardo de comprar CSMG. Resolvi seguir a recomendação pois queria ter uma empresa de saneamento na minha carteira. Iniciei a montagem da posição no final de janeiro de 2025 e finalizei no início de maio de 2025. O preço médio de aquisição foi R$21,02 por ação. Hoje dia 16/03/26 o preço por ação é R$ 52,23. Ou seja 148% em menos de ano.”

Marcelo S.

“Ricardo, ganhei $$$$$ com CSMG e com outras ações da com a assinatura da RSDividendos. Parabéns pelo trabalho e obrigada. Que você tenha sempre saúde para continuar este trabalho.”

Terezinha B.

Quem escreve

O analista de banco tem autonomia até a página 2. Ele pode dizer o que quiser — desde que o que ele queira dizer não seja “vende”. Não existe cláusula escrita proibindo. Existe algo mais eficiente: ele sabe que se recomendar a venda de uma ação cujo IPO foi distribuído pela mesa do mesmo banco, a reunião de segunda-feira vai ser desconfortável. Provavelmente a última.

A “casa de análise independente” tem o mesmo problema com outros mecanismos. Quando a carteira vai mal, eles não erram — lançam uma carteira nova, com outro nome, com nova narrativa. Você assinou porque simpatizou com o analista; meses depois o analista vai embora, logo após convencerem você a comprar uma assinatura vitalícia. O produto continua. O analista, não.

A corretora que ganha por transação tem interesse diferente do seu cada vez que você compra ou vende. Isso não é segredo de mercado. É a estrutura.

Trabalhei dentro dessa estrutura. Sei como funciona por dentro, não por especulação. Saí.

A RS Análise leva o meu nome. O RS Dividendos tem a minha cara. Quem escreve sou eu — não um “comitê de investimentos” que ninguém sabe quem é. Para me substituir, alguém teria que me clonar. Não conseguiram nem clonar a Dolly.

Não tenho banco como sócio, não tenho gestora parceira, não tenho produto financeiro para vender. A única receita vem de assinatura. Tenho posição pessoal em cada ativo que recomendo — declaro isso em cada edição, por obrigação regulatória e por convicção. Quando a Copasa estava a R$ 20,42 em junho de 2023, comprei. Quando ODPV3 saiu da carteira com recomendação de Vender na edição 127, vendi. As recomendações estão arquivadas com data; qualquer leitor pode verificar.

Sou analista certificado CNPI com 20 anos de mercado. Quando erro — e erro — publico uma edição explicando o que mudou. Analista que nunca muda de ideia não está analisando; está administrando reputação.

O que é o RS Dividendos

Um relatório quinzenal. Toda sexta-feira, uma análise do que mudou e do que importa nas 13 empresas da carteira, com recomendação explícita — Comprar, Manter ou Vender — e preço-teto para cada ativo. Escrito como texto, não como tabela. Com posição clara e, quando pertinente, com ironia sobre o que o mercado está errando.

Cada edição começa com a seção “Em Resumo”: o fato central e a conclusão de cada empresa em dois parágrafos. Dez minutos cobrem o essencial. Quem quer entender o raciocínio lê o comentário completo.

Quando a tese muda, há uma edição explicando por quê. Quando não muda nada, digo isso — sem publicar por obrigação de calendário. Quando há evento relevante antes do próximo quinzênio, um alerta chega antes.

Além das edições regulares: relatórios de tese para cada empresa da carteira; acesso ao arquivo histórico com mais de 128 edições — incluindo a recomendação original da Copasa em junho de 2023; notificações via Telegram; canal de dúvidas respondido por mim, não por estagiário nem sistema automático.

Tempo necessário: 30 minutos a cada duas semanas cobre o essencial. Para consultar o ranking antes de um aporte, menos de um minuto.

A oferta

Uma carteira de 13 empresas que fazem a mesma coisa há décadas, que pagam dividendos porque têm caixa sobrando, analisadas toda sexta-feira por alguém que tem as mesmas posições que você e não tem o menor interesse em te fazer comprar ou vender na hora errada.

R$ 237/ano

Ou 12 parcelas de R$ 24,51

Uma consultoria individual com o analista que escreve esse relatório custa R$ 4.997. A assinatura anual inteira custa R$ 237. E cá entre nós: eu sou mais agradável escrevendo do que ao vivo.

Garantia de 7 dias. Cancele sem burocracia. O risco é meu.

Perguntas frequentes

Quantas empresas tem na carteira?

Treze — o que significa entre 10 e 15 posições na prática, dependendo do momento. É uma carteira diversificada sem ser pulverizada. Com menos do que isso, qualquer erro de tese machuca demais. Com mais, a análise vira superficial e o acompanhamento vira protocolo. O objetivo não é ter muitas empresas; é conhecer profundamente as que estão ali.

Preciso ter formação em finanças para acompanhar?

Não. Você precisa gostar de ler. Escrevi demais em financês na vida e não tenho saudade dos meus ex-destinatários. Comigo é mais fácil você aprender novas maneiras de ofender alguém do que se sentir ignorante diante de um conceito desconhecido.

Com que frequência saem os relatórios?

Quinzenalmente, toda sexta-feira. Exceto quando eu publico antes ou depois. O que acontece com mais frequência do que eu gostaria de admitir.

Qual o investimento mínimo para começar?

Não existe mínimo obrigatório. Mas sinceramente? Seu maior investimento vai ser em resistência. Resistência à tentação de consumir mais um reels, mais um TikTok, ao invés de ler algo interessante e útil.

Já segui recomendação de analista e perdi dinheiro. Por que aqui seria diferente?

Pode não ser. Talvez a gente leve uma trolha juntos em algum momento — isso faz parte do jogo. A diferença é que quando acontecer, a gente chora junto, levanta junto e segue em frente. A recomendação está arquivada com data. A posição do analista é a mesma que a sua. Não tem carteira nova com outro nome esperando na gaveta para ser lançada como se a anterior nunca tivesse existido.

Seu sobrinho não vai parar de contar a história do bitcoin tão cedo.

Deixa o garoto se divertir. Os seus dividendos seguem saindo pela torneira. Ele, talvez, entre pelo cano. E adivinha? O cano também é seu.

Garantia de 7 dias. Cancele sem burocracia.

© 2024 - Ricardo Schweitzer - Todos os direitos reservados

R S de Paula Dias Ltda
Avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini, 1748 / 1710 – Cidade Monções – São Paulo/SP

Os conteúdos oferecidos no produto RS Dividendos consistem em recomendações de investimento em ativos de renda variável, e são elaborados por analista de valores mobiliários certificado e habilitado para tal fim, nos termos da legislação vigente no Brasil. Muito embora tais recomendações sejam elaboradas em estrita observância às melhores técnicas do setor, assinantes devem ter em mente que investimentos em renda variável estão sujeitos a riscos que lhe são inerentes, e que a rentabilidade passada da estratégia não constitui, nem assim deve ser interpretada, como garantia de resultados futuros. Desta forma, não nos responsabilizamos por perdas decorrentes das estratégias e recomendações apresentadas em RS Dividendos e/ou nos demais produtos oferecidos.